Este artigo traça uma panorâmica sobre a evolução da organização prisional, numa tentativa de a enquadrar numa dinâmica semelhante a outras organizações. Desta forma, a prisão não será aqui tanto focada no seu aspecto disciplinar e judicial, mas sobretudo no que toca às várias fases pelas quais passou e os diversos contextos em que pode ser interpretada. Descreve-se assim uma leitura do dispositivo prisional em que o trabalho é o principal fio condutor, desde uma perspectiva de isolamento social até à sua progressiva inserção na comunidade, onde se constitui cada vez mais como um elemento produtivo e representativo de uma partilha entre os organismos públicos e privados.