As autoras procuram estudar o processo de privatizações em curso na República Checa, considerando os casos específicos de duas empresas industriais dos ramos eléctrico e alimentar. Tendo presente as transformações políticas, económicas e sociais em curso naquele país e a sua manifestação no plano micro das empresas em causa, o estudo incidiu sobre os desenvolvimentos institucionais das relações industriais, as representações dos líderes sindicais sobre as mudanças em curso e as atitudes e experiências de gestores e trabalhadores ao nível do local de trabalho. Salvaguardando o carácter exploratório e limitado do estudo em questão as autoras destacam três traços caracterizadores da realidade checa em meados da década de 90: a natureza indeterminada da propriedade, induzida pela especificidade do processo de privatizações em curso; o hiato existente entre a legislação e as práticas concretas dos actores no campo das relações industriais; a importância ideológica do individualismo e da economia de mercado.