O autor recorda o quadro em que emergiu a procura de participação nas organizações industriais e reflete sobre algumas mudanças fundamentais entretanto ocorridas. Em particular, são consideradas as transformações por que têm passado as organizações empresariais (dimensão, tecnologia, estruturas, interligações, flexibilidade, orientações). Por outro lado, acentuam-se os novos quadros culturais de referência das sociedades modernas, mormente nos aspectos do individualismo e das tendências à profissionalização, com uma referência ao recente livro de Robert Reich O Trabalho das Nações. São assim confrontados os sentidos atribuíveis modernamente aos conceitos-chave que são aqui a "participação" e a "cooperação".