A compreensão e tratamento do fenómeno da resistência à mudança organizativa, no contexto da Administração Pública, pressupõe a identificação das causas em conjugação com as variáveis psicossociais nele implícitas. Este complexo binómio permitirá esclarecer os comportamentos de evitamento dos actores sociais, perante a situação de redesenho de alguns parâmetros estruturais ou de implementação de novos paradigmas organizativos. Uma reacção desencadeada sempre que os indivíduos ou os grupos percepcionam a mudança como uma ameaça ao seu status quo. No entanto, a adopção por parte dos responsáveis administrativos de uma estratégia de informação e implicação dos funcionários no processo em curso, permitirá reduzir, substancialmente, a resistência inicial.