As empresas, enquanto estruturas complexas, assumem diversas formas de organização interna. Consoante o contexto envolvente - movimento de ideias inerente ao contexto histórico, política económica, política laboral, política social, segmento(s} de mercado visado(s}, grau de sofisticação tecnológica requerido, etc. - assim a organização estrutural da empresa, a organização do trabalho e as formas como são encarados os recursos humanos variam, dando lugar a situações diferenciadas. O tipo de gestão de recursos humanos praticado depende, em última análise, do grau de desenvolvimento sócio-político-cultural da sociedade em que trabalhadores e empresas se inserem. O presente texto caracteriza os portugueses através de um conjunto de indicadores construídos com base nos indicadores que Geert Hofsted utiliza para avaliar aquilo a que este autor chama "Cultura Nacional". Deste modo podemos verificar o "posicionamento" dos portugueses relativamente a um conjunto de valores e representações face ao trabalho e, assim, perspectivar o tipo de gestão de recursos humanos que podemos encontrar nas empresas portuguesas.