A mudança organizacional constitui um dos temas centrais em ciência organizacional. Esta centralidade deve-se ao facto de as características das envolventes de negócio forçarem uma renovação permanente no sentido de evitar a esclerose e a degenerescência organizacional. Apesar do reconhecimento generalizado da necessidade de mudança, os processos de intervenção organizacional no sentido da mudança mostram percentagens elevadas de fracasso. Este artigo discute o problema da mudança planeada nas organizações, procurando articular conhecimento teórico e necessidades de aplicação. Visa, para isso, responder às seguintes questões: Por que mudam e quando mudam as organizações? Como mudam as organizações? Por que falham os processos de mudança? Como conduzir os processos de mudança para aumentar as suas possibilidades de sucesso? As respostas a estas questões dão conta da importância de uma forte sensibilidade em relação ao papel dos factores contextuais, bem como do diagnóstico, pelos responsáveis pela intervenção, da sua própria posição enquanto agentes da mudança.