O desemprego de longa duração de activos com mais de 45 anos constitui uma temática pouco analisada num período onde emergem novos modelos de produção. A resistência à mudança de vida no trabalho conjuntamente com o factor idade colidem num processo de desmotivação e oposição dos activos face às alternativas institucionais oferecidas. Facto é que, o tecido empresarial, a potencial fonte de recrutamento, não nega a falta de empregabilidade gerada pelo prolongamento do estado de desemprego deste grupo, assim como as condições objectivas "de se ter mais de 45 anos". É um fenómeno que tende a aparecer com mais frequência apesar de continuar a ser pouco estudado. Este artigo, baseado em dados obtidos para a dissertação de Licenciatura da sua autora, pretende prestar um contributo no sentido de uma análise e preocupação mais alargadas.