Neste artigo apresentamos algumas das reflexões que consideramos significativas em tomo de um tema socioeconómico de crescente pertinência e actualidade, o qual foi objecto de investigação aprofundado com vista à obtenção do Grau de Doutor no ISEG/UTL intitulada: Emprego e formas de precariedade da actividade laboral em Portugal. Pretende-se analisar uma temática socioeconómica -indissociavelmente ligada ao estudo do binómio trabalho/emprego -que pela sua importância justifica um estudo global do conceito, das suas vertentes, do impacte social que apresenta nas sociedades contemporâneas -em especial na portuguesa -, e da expansão de um fenómeno que, provavelmente, afectará futuras gerações. Este artigo faculta alguns contributos para a compreensão da precariedade laboral, maxime uma tipologia da precariedade da actividade laboral.

A crise de legitimidade da escola secundária portuguesa funda-se na contradição social entre a função de instrução de massas que promove a igualdade de oportunidades e a função de hierarquização que garante a apropriação desigual do sistema de ensino pelos grupos sociais melhor colocados na lógica da dominação para o fazer. Deste modo é provocada uma descoincidência entre as expectativas de escolarização induzidas em segmentos crescentes da população pelo aumento da rede escolar e a (in)capacidade de o Estado e das escolas responderem a tais expectativas. A crise de legitimidade tem um impacte profundo no modelo institucional e organizacional da escola. Neste artigo, analisamos a contradição organizacional que põe o Estado em confronto consigo mesmo, ao apresentar simultaneamente modelos racionais e normativos de gestão do sistema educativo. Para tanto, observam-se os dois dispositivos de compensação privilegiados pela administração educativa no sentido de responder aos problemas de consentimento, mobilização e envolvimento dos actores educativos: os processos de legalização e a actualização dos mitos institucionais. Um primeiro ensaio empírico é realizado a partir da análise dos processos disciplinares do núcleo técnico-pedagógico da Inspecção-Geral de Educação referente ao período 1983-1991.

O artigo expõe o modo como foi construído, desenvolvido e validado um questionário de medida dos quatro estilos comunicacionais sugeridos por Alessandra & Hunsaker (1993). Na primeira fase, o questionário (42 itens) foi construído com base na literatura. Na segunda fase, foi inquirida uma amostra constituída por 233 indivíduos, tendo então sido realizada uma análise factorial das componentes principais. Na terceira fase, uma nova amostra compreendendo 224 indivíduos foi inquirida, tendo os dados sido submetidos a análises factoriais confirmatórias. Os resultados apontam o seguinte: a) as análises factoriais sugerem duas dimensões comunicacionais correspondentes às dimensões (indirecto versus directo; auto-contido versus aberto/social) aventadas pelos proponentes do modelo; b) as pessoas menos directas e mais sociais são consideradas comunicacionalmente mais eficazes do que as restantes; c) as preferências pelos 4 estilos comunicacionais não são independentes do sexo. Novas pesquisas são necessárias, designadamente para testar se, tal como tem sido presumido, os indivíduos com estilos semelhantes comunicam melhor entre si do que as pessoas com estilos distintos.

Este trabalho constitui um ensaio teórico sobre as possibilidades da perspectiva institucional para o estudo das organizações, desenvolvido a partir da revisão das bases históricas da teoria e dos textos clássicos que forjaram uma ruptura com o "velho institucionalismoll e deram lugar a uma abordagem com maior poder explicativo da realidade organizacional, denominada neoinstitucionalismo. Neste artigo são apresentadas as orientações econômica, política e sociológica da teoria institucional; seus diferentes enfoques, o debate sobre as concepções de ambiente técnico e institucional e a questão do isomorfismo. Para finalizar, os autores indicam algumas questões críticas da teoria e o seu potencial para análise dos fenômenos organizacionais e dedicam particular atenção aos esforços empíricos realizados, particularmente, no Brasil, neste domínio, bem como às possibilidades de aplicação no âmbito gerencial.