O trabalho que se apresenta, é um estudo de caso realizado numa empresa de transportes, onde se procura analisar o papel da participação dos colaboradores dessa empresa nos processos e na qualidade da formação em contexto de trabalho. A formação em contexto de trabalho é entendida como um factor estratégico do desenvolvimento. São analisadas as novas formas de organização do trabalho e as competências necessárias ao desenvolvimento das organizações. Nesta perspectiva a participação nos processos de formação é considerada um factor que contribui, quer para uma maior eficácia da organização, quer para a satisfação do projecto pessoal/ profissional dos colaboradores.

Este artigo trata do momento actual do sindicalismo brasileiro quanto ao seu crescente envolvimento com espaços institucionais, que vêm sendo constituídos a partir do início dos anos 90. Na forma de conselhos, comissões e fóruns públicos, tais espaços, uma vez que se abrem à participação sindical, têm exigido desta um compromisso não só na fiscalização mas também na execução de políticas sociais. Em geral, resulta daí uma maior valorização da acção sindical de tipo local/regional. Para a CUT, em particular, que se propôs historicamente como um campo político alternativo e focado na escala nacional, com tal situação, contextualizada em um ambiente tornado adverso pela adoção no país de uma orientação política neoliberal, colocam-se desafios especiais, propiciando-lhes alguns riscos, mas também novas oportunidades.

Este artigo baseia-se na lição apresentada no âmbito de provas académicas na área de Sociologia na FCT-UNL. Pretende-se abordar neste tema as controvérsias acerca da relação entre a tecnologia e a sociedade (determinismo tecnológico, efeitos sobre o emprego, importância dos comportamentos sociais na definição de necessidades de novos produtos e equipamentos), e sobre as tendências mais recentes (sobretudo, desde meados do século passado) em termos de evolução tecnológica e da sua articulação com a mudança social e cultural. Finalmente, este tema foi dedicado à apresentação dos principais factores que têm conduzido ao desenvolvimento da contribuição da Sociologia para a formação em Engenharia. Assim, pretende-se que se possam adquirir novos elementos sobre como esta área do conhecimento é também apresentada noutras escolas de engenharia de outros países (por exemplo, Estados Unidos e Holanda), e de como os fundamentos teóricos desenvolvidos desde o início do sec. xx sobre as modalidades de organização do trabalho implicam uma cooperação entre a engenharia e as ciências sociais.

O presente artigo constitui uma reflexão no âmbito do projecto "Modalidades de Trabalho e de Emprego. Riscos e Potencialidades", financiado pela FCT (POCTI/33042/SOC/2000) e coordenado pela Profª. Drª.Ilona Kovács. Partindo da concepção do trabalho e do emprego enquanto instrumentos operatórios do modelo socioeconómico a que corresponde o Estado-providência, propõe-se neste artigo, tendo por base a análise bibliográfica efectuada pelo grupo de trabalho, uma discussão alargada dos conceitos de trabalho e de emprego enquanto redimensionamento e recentragem do "focus" da análise, numa perspectiva centrífuga da interacção social versus a aproximação centrada no todo social, numa abordagem centrípeta ou Parsoniana da organização social.

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