Este artigo apresenta o desenvolvimento organizacional como uma abordagem em desenvolvimento. O trabalho discute o modo como os princípios de intervenção do desenvolvimento organizacional (DO) poderão ser sintonizados com os recentes avanços nos estudos de mudança organizacional, aportados pelas teorias da complexidade, da improvisação e da mudança emergente. Pretende-se contribuir para a actualização da intervenção de DO, mantendo intactos os seus valores fundadores. Para esse efeito é apresentado um conjunto de quatro desafios baseados numa concepção minimal das organizações. Nesta concepção, o desenvolvimento organizacional não constitui um processo planeado conduzido pelo topo, mas um processo emergente enquadrado e estimulado pela gestão, cujo papel será o de facilitar processos e práticas encorajadores de experiências participativas capazes de aproveitar as vantagens adaptativas das mudanças emergentes de base local.

Este artigo, baseado nos resultados de uma investigação empírica, procura reflectir sobre o papel das chefias directas num contexto organizacional e industrial, em particular, no sector Têxtil, no qual se privilegiou a área da Fiação. Em termos concretos, questiona-se o papel desta categoria profissional num ambiente de mudança, caracterizado pela introdução de equipamentos cada vez mais sofisticados e complexos, pelas novas formas de organizar o trabalho e, ainda, pela crescente necessidade de mobilizar novas qualificações e competências. Os resultados obtidos no decorrer desta investigação, não obstante os evidentes factores de mudança patentes nas empresas estudadas, revelam uma chefia directa mais qualificada, com competências técnicas de base mais alargada e de um nível superior, e uma importância crescente das suas competências sociais e relacionais.

Este artigo centra-se fundamentalmente na análise das estratégias empresariais desenvolvidas no contexto pós-fordista. Salienta em particular o desenvolvimento de redes de empresas, a introdução de novos modelos de produção e o estabelecimento de novas formas de articulação com o território. Tomando como referência o caso do complexo produtivo do calçado, procurámos analisar em que medida as condições de funcionamento do sector a nível mundial e as características do espaço/território em que as empresas se situam, condicionam os processos de modernização desenvolvidos pelas empresas.

Neste artigo procuramos tratar uma das temáticas que -pela sua complexidade e extensão -marcou o mercado de trabalho nas últimas três décadas do século XX: a inovação e a flexibilidade do tempo de trabalho. A procura de flexibilização do tempo de trabalho traduz-se, por um lado, na procura de redução do horário de trabalho (com a inerente revisão do horário colectivo, da referência à duração semanal e do cálculo do tempo de trabalho) e, por outro, na introdução da ideia de partilha de trabalho. Com fortes repercussões ao nível social, estes "novos empregos" reflectem os hábitos de trabalho existentes: por parte das empresas, há a procura de rentabilidade pela diminuição dos custos; do ponto de vista dos sindicatos, procuram não se deixar dominar pela lógica produtiva das empresas e evitar a adopção de soluções cuja aplicação se faça em detrimento dos trabalhadores.

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