A análise de redes sociais é frequentemente mencionada como um novo paradigma nas ciências sociais. Esta perspectiva vê a realidade como uma rede de redes (conjuntos de relações entre entidades interdependentes) e pretende detectar os padrões de interacção social existentes nessas redes, de forma a compreender como afectam o comportamento dos actores sociais. A utilização de técnicas como a teoria de grafos, a teoria estatística e de probabilidades e os modelos algébricos permite a medição empírica e a modelação dos padrões de relações. Este artigo consiste numa introdução à análise de redes sociais seguida por uma aplicação ao estudo das organizações.

Partindo da relação laboral estável, assente numa lógica de massificação económica e no quadro jurídico que lhe subjaz, pretende-se abordar a problemática das novas relações de trabalho emergentes neste final de século, resultantes das transformações do modelo organizacional das empresas. Um segundo objectivo é o de avaliar qual o papel das estruturas sociais, em geral, e sindicais, em particular, na consolidação do complexo equilíbrio de poderes, ultrapassado que está o anterior paradigma da empresa como local privilegiado do conflito laboral e é chegado o momento de encontrar uma nova base de entendimento social, assente numa relação de trabalho mais adequada às contingências de uma sociedade em mudança!

Este artigo é o resultado de uma investigação sociológica ao universo dos bancários portugueses sindicalizados conduzida sob a forma de um diagnóstico e apoiada no tratamento dos dados de um questionário lançado aos cerca de 53.000 bancários sindicalizados e no activo. Apresentamos aqui uma sinopse da evolução da relação com o cliente do banco, discutimos a questão da industrialização e da terciarização. Problematizamos também a tendência relativa à questão da estruturação da banca enquanto "indústria de massa", a questão da introdução de novas tecnologias na banca, e apresentamos alguns dos efeitos da nova realidade tecnológica na reformulação de estratégias e na redefinição de objectivos dos bancos. lnclui-se ainda uma caracterização do emprego no sector em Portugal, e concluí-se com a problemática da gestão flexível da mão-de-obra e dos perfis profissionais.

A noção de hibridação dos modelos produtivos torna-se especialmente pertinente no quadro da internacionalização das empresas japonesas no sector automóvel, em particular sob a perspectiva sociorganizacional, dado que a especificidade e a vantagem competitiva japonesa repousam, em larga medida, em opções que se prendem com a gestão do factor humano nas organizações. Entre as teses da convergência (para um modelo único, global) e as teses da divergência (dos meios), considera-se a hipótese da transferência do modelo de organização do trabalho da produção "ligeira" para novos cenários institucionais e culturais. A perspectiva científica desenvolvida é testada em estudo de caso levado a cabo numa empresa transnacional japonesa de fabrico e montagem de veículos comerciais ligeiros, implantada em Portugal.

Este artigo apresenta alguns resultados de um projecto de investigação sobre o desemprego de longa duração. Trata-se de um projecto realizado no âmbito do Programa Pessoa do IEFP e desenvolvido no concelho do Seixal. A escolha deste concelho surgiu porque existia uma elevada taxa de desemprego de longa duração registado no seu Centro de Emprego. Neste sentido, procura-se dar conta da mudança e da diversidade nas atitudes perante o desemprego a partir de uma abordagem simultaneamente quantitativa e qualitativa.

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