A medida agregada de inovação tecnológica proposta no presente artigo surge através do cruzamento de duas abordagens parcelares, realizadas no âmbito dos estudos económicos e sociais sobre a inovação tecnológica nas últimas décadas. Essas duas abordagens, cujas principais características e estágios evolutivos são objecto de revisão sucinta no artigo, correspondem aos trabalhos visando o desenvolvimento de estatísticas apropriadas de C&T e da inovação, por um lado, e aos estudos sobre difusão da inovação tecnológica, por outro lado. A medida proposta é calculada através de um procedimento de dupla ponderação, em que se considera simultaneamente a complexidade das tecnologias adoptadas pela empresa e as oportunidades de aprendizagem associadas ao período decorrido desde a adopção das tecnologias. O cálculo da medida é efectuado utilizando-se para o efeito dados de um inquérito a empresas de vestuário portuguesas e italianas. A série assim construída é empregue como variável dependente num modelo explicativo da sua variância, no qual se correlacionam com sucesso variáveis representativas das fontes de conhecimentos tecnológicos internas e externas à empresa, das capacidades estratégicas, de gestão e organizacionais e ainda da capacidade de mobilização de recursos por parte da empresa. Conclui-se que a abordagem proposta apresenta um conjunto importante de potencialidades, mas também algumas limitações, indicando-se possíveis vias para a sua futura superação.

O desemprego de longa duração de activos com mais de 45 anos constitui uma temática pouco analisada num período onde emergem novos modelos de produção. A resistência à mudança de vida no trabalho conjuntamente com o factor idade colidem num processo de desmotivação e oposição dos activos face às alternativas institucionais oferecidas. Facto é que, o tecido empresarial, a potencial fonte de recrutamento, não nega a falta de empregabilidade gerada pelo prolongamento do estado de desemprego deste grupo, assim como as condições objectivas "de se ter mais de 45 anos". É um fenómeno que tende a aparecer com mais frequência apesar de continuar a ser pouco estudado. Este artigo, baseado em dados obtidos para a dissertação de Licenciatura da sua autora, pretende prestar um contributo no sentido de uma análise e preocupação mais alargadas.

A mudança organizacional constitui um dos temas centrais em ciência organizacional. Esta centralidade deve-se ao facto de as características das envolventes de negócio forçarem uma renovação permanente no sentido de evitar a esclerose e a degenerescência organizacional. Apesar do reconhecimento generalizado da necessidade de mudança, os processos de intervenção organizacional no sentido da mudança mostram percentagens elevadas de fracasso. Este artigo discute o problema da mudança planeada nas organizações, procurando articular conhecimento teórico e necessidades de aplicação. Visa, para isso, responder às seguintes questões: Por que mudam e quando mudam as organizações? Como mudam as organizações? Por que falham os processos de mudança? Como conduzir os processos de mudança para aumentar as suas possibilidades de sucesso? As respostas a estas questões dão conta da importância de uma forte sensibilidade em relação ao papel dos factores contextuais, bem como do diagnóstico, pelos responsáveis pela intervenção, da sua própria posição enquanto agentes da mudança.

Subcategories