O artigo analisa as consequências das práticas de reorganização correntes nas empresas, em termos de quantidade e qualidade do emprego. As empresas avançam com processos de reestruturação, sob a pressão de uma concorrência intensa e seguindo as modas de gestão, num ambiente de forte adesão à ideologia da competitividade. Em muitos casos a reorganização limita-se a aplicações sucessivas de downsizing, com vista à redução de custos. Procede-se a uma análise crítica da ideologia da flexibilização do mercado de trabalho e chama-se a atenção para os aspectos negativos da expansão de formas flexíveis de emprego para as empresas e para os indivíduos, bem como para as ambiguidades da flexibilização do tempo de trabalho. A parte final interroga-se sobre perspectivas futuras, confrontando algumas propostas para a solução da crise do emprego.