As "relações industriais" e a institucionalização dos conflitos de trabalho surgiram em Portugal só após 25 de Abril de 1974, numa altura em que a regulação social fordista e o estado-providência entravam em crise nos países centrais. A "excepcionalidade" portuguesa neste domínio não releva de um mero desfasamento temporal, mas radica no trajecto histórico peculiar da nossa sociedade, designadamente no modo como se forjou a consciência de classe operária, que constitui o centro do movimento operário.