O estudo visa mostrar como o género, antiguidade e tempo de contacto superior-subordinado moderam as relações entre as percepções de justiça e os comportamentos de cidadania organizacional (CCO). A amostra inclui 271 díades superior-subordinado. Cada superior descreveu os CCO de um seu colaborador, tendo sido consideradas quatro dimensões: harmonia interpessoal, conscienciosidade, iniciativa e identificação com a organização. Os subordinados reportaram as suas percepções de justiça (distributiva, procedimental e interaccional). Os resultados sugerem que: a) a justiça interaccional predomina na explicação dos CCO; b) os colaboradores mais antigos na organização e com maior período de convivência com o seu superior são mais reactivos às percepções de (in)justiça; c) as reacções às percepções de justiça também não são independentes do género. A evidência produzida sugere que, para se compreender a ocorrência dos CCO, é proveitoso adoptar perspectivas contingenciais.