O presente artigo relata a metodologia e as conclusões da aplicação de um procedimento para avaliação da auto-percepção da carga de trabalho em operadores de caixa de supermercado. A metodologia foi adaptada de NASA Task Load Index (TLX) tendo sofrido alterações de pormenor em consequência da especificidade da população, do contexto de trabalho e da língua Portuguesa. Foi aplicada a 82 operadores de caixa de 20 diferentes pequenos supermercados da região da grande Lisboa, tendo quantificado a importância e a intensidade de seis diferentes dimensões de trabalho. As dimensões que se revelaram com maior importância para a carga de trabalho foram o nível de stress (traduzido por sintomas de irritação, nervosismo, aborrecimento e mau humor) e a auto-avaliação da sua actividade profissional (a capacidade para realizar com sucesso o trabalho que é solicitado), tendo ambas contribuído para a carga de trabalho com uma percentagem de 54%. Relativamente à intensidade com que as diferentes dimensões foram percepcionadas pelos operadores de caixa, o ritmo de trabalho, o trabalho físico e o trabalho mental, foram percepcionados com intensidade entre moderada e forte, não se observando uma diferença significativa entre estas três dimensões. Foi nas lojas da classe discount que a carga de trabalho se revelou mais intensa, com uma pontuação ponderada de 54 pontos, 50% mais elevada que nas lojas das classes tradicional e moderna.