Neste artigo procuramos tratar uma das temáticas que -pela sua complexidade e extensão -marcou o mercado de trabalho nas últimas três décadas do século XX: a inovação e a flexibilidade do tempo de trabalho. A procura de flexibilização do tempo de trabalho traduz-se, por um lado, na procura de redução do horário de trabalho (com a inerente revisão do horário colectivo, da referência à duração semanal e do cálculo do tempo de trabalho) e, por outro, na introdução da ideia de partilha de trabalho. Com fortes repercussões ao nível social, estes "novos empregos" reflectem os hábitos de trabalho existentes: por parte das empresas, há a procura de rentabilidade pela diminuição dos custos; do ponto de vista dos sindicatos, procuram não se deixar dominar pela lógica produtiva das empresas e evitar a adopção de soluções cuja aplicação se faça em detrimento dos trabalhadores.