Este artigo apresenta o desenvolvimento organizacional como uma abordagem em desenvolvimento. O trabalho discute o modo como os princípios de intervenção do desenvolvimento organizacional (DO) poderão ser sintonizados com os recentes avanços nos estudos de mudança organizacional, aportados pelas teorias da complexidade, da improvisação e da mudança emergente. Pretende-se contribuir para a actualização da intervenção de DO, mantendo intactos os seus valores fundadores. Para esse efeito é apresentado um conjunto de quatro desafios baseados numa concepção minimal das organizações. Nesta concepção, o desenvolvimento organizacional não constitui um processo planeado conduzido pelo topo, mas um processo emergente enquadrado e estimulado pela gestão, cujo papel será o de facilitar processos e práticas encorajadores de experiências participativas capazes de aproveitar as vantagens adaptativas das mudanças emergentes de base local.