O artigo expõe o modo como foi construído, desenvolvido e validado um questionário de medida dos quatro estilos comunicacionais sugeridos por Alessandra & Hunsaker (1993). Na primeira fase, o questionário (42 itens) foi construído com base na literatura. Na segunda fase, foi inquirida uma amostra constituída por 233 indivíduos, tendo então sido realizada uma análise factorial das componentes principais. Na terceira fase, uma nova amostra compreendendo 224 indivíduos foi inquirida, tendo os dados sido submetidos a análises factoriais confirmatórias. Os resultados apontam o seguinte: a) as análises factoriais sugerem duas dimensões comunicacionais correspondentes às dimensões (indirecto versus directo; auto-contido versus aberto/social) aventadas pelos proponentes do modelo; b) as pessoas menos directas e mais sociais são consideradas comunicacionalmente mais eficazes do que as restantes; c) as preferências pelos 4 estilos comunicacionais não são independentes do sexo. Novas pesquisas são necessárias, designadamente para testar se, tal como tem sido presumido, os indivíduos com estilos semelhantes comunicam melhor entre si do que as pessoas com estilos distintos.