RESUMO / ABSTRACT / RÉSUMÉ


A igualdade profissional e a não discriminação de qualquer tipo, mas sobretudo a igualdade de género, têm vindo cada vez mais a ser reconhecidos objectivos legítimos, consagrados em legislação comunitária e nacional. No entanto, os dados estatísticos traduzem pouco os avanços legislativos. Será a ausência de inclusão do tema na agenda da negociação colectiva um dos factores explicativos de tal fenómeno? Este artigo analisa esta questão, dando atenção ao conteúdo das convenções colectivas sobre a igualdade de oportunidades e a não discriminação. A fraca presença de disposições sobre a igualdade e o alcance limitado dos objectivos preconizados pelas regulações existentes revelam que o tema da igualdade, nomeadamente de género, está longe de constituir uma prioridade da agenda da negociação entre os parceiros sociais.

Palavras-chave: Negociação colectiva, igualdade de oportunidades, género.

 

 

Collective bargaining, equality and non-discrimination

Professional equality and non-discrimination of any type, but mainly equality between men and women, are more and more recognized by the EU and Portuguese legislation. However, statistical data reflect little legislative progress. It's the lack of inclusion of the issue on the agenda of collective bargaining one of the explanatory factors of this phenomenon? In this paper we will present and discuss the results of an empirical study on the equality and non-discrimination, obtained through the analysis of the most representative, in employment terms, collective bargaining arrangements, negotiated in the Portuguese society by the trade unions and the employers in the last years. This analysis reveals that the issue of gender equality is far from being a priority in the agenda of collective bargaining.

Keywords: Collective bargaining, opportunity equality, non-discrimination.

 

 

L'égalité des chances et la non-discrimination dans la négociation collective

L'égalité professionnelle et la non-discrimination d'aucune sorte, mais surtout l'égalité entre les sexes, sont de plus en plus reconnu comme objectifs légitimes consacrés dans la législation européenne et portugaise. Toutefois, les données statistiques reflètent peu les progrès législatifs. Est-il l'absence d'inscription du thème à l'ordre du jour de la négociation collective l'un des facteurs explicatifs de ce phénomène? Cet article examine cette question, en prêtant attention au contenu des conventions collectives portugaises sur l'égalité des chances et de non-discrimination. La faible présence de dispositions sur l'égalité et de la portée limitée des objectifs fixés par la réglementation en vigueur montrent que le thème de l'égalité, y compris le sexe, est loin d'être une priorité à l'ordre du jour des négociations entre les partenaires sociaux.

Mots-clé: Négociation collective, l'égalité des chances, l'égalité des sexes.