Este artigo é o resultado de uma investigação sociológica ao universo dos bancários portugueses sindicalizados conduzida sob a forma de um diagnóstico e apoiada no tratamento dos dados de um questionário lançado aos cerca de 53.000 bancários sindicalizados e no activo. Apresentamos aqui uma sinopse da evolução da relação com o cliente do banco, discutimos a questão da industrialização e da terciarização. Problematizamos também a tendência relativa à questão da estruturação da banca enquanto "indústria de massa", a questão da introdução de novas tecnologias na banca, e apresentamos alguns dos efeitos da nova realidade tecnológica na reformulação de estratégias e na redefinição de objectivos dos bancos. lnclui-se ainda uma caracterização do emprego no sector em Portugal, e concluí-se com a problemática da gestão flexível da mão-de-obra e dos perfis profissionais.