A noção de hibridação dos modelos produtivos torna-se especialmente pertinente no quadro da internacionalização das empresas japonesas no sector automóvel, em particular sob a perspectiva sociorganizacional, dado que a especificidade e a vantagem competitiva japonesa repousam, em larga medida, em opções que se prendem com a gestão do factor humano nas organizações. Entre as teses da convergência (para um modelo único, global) e as teses da divergência (dos meios), considera-se a hipótese da transferência do modelo de organização do trabalho da produção "ligeira" para novos cenários institucionais e culturais. A perspectiva científica desenvolvida é testada em estudo de caso levado a cabo numa empresa transnacional japonesa de fabrico e montagem de veículos comerciais ligeiros, implantada em Portugal.